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A MEMORIAL - Assembléia de Deus Memorial

A MEMORIAL

"Ao contemplar a beleza da Igreja Assembleia de Deus em Goiabeiras, jovens como eu, e até mesmo pessoas mais idosas, não têm noção de como tudo começou. Daí a necessidade de conhecermos um pouco da história desta filha amada do Senhor.

Dessa forma, através de documentos e depoimentos descobrimos que os primeiros trabalhos foram realizados no Bairro Goiabeiras Velha. Mais adiante, foi adquirido o pequeno barraco de madeira em Sólon Borges, onde a igreja continuava seu trabalho de evangelização, louvor e adoração a Deus. Faz-se importante destacar, que até esse período a igreja era uma congregação, a qual a sede ficava localizada no Município da Serra, sendo presidida pelo pastor Naum Inácio Ferreira. Por conseguinte, sob sua administração, o primeiro templo foi construído em 1964, de frente para a chamada Rua Assembleia de Deus, a qual o próprio pastor Naum sugeriu o nome. Um detalhe interessante, porém, está no fato de a pedra fundamental ter sido posta em direção ao que hoje é a Pracinha Segurança do Lar. Esta parte do bairro ainda não era urbanizada, por isso a opção pela parte oposta. Logo, a igreja em Goiabeiras continuava como uma congregação filiada a Serra, sendo administrada pelo obreiro Honório de Jesus.

Todavia, a sede passou por algumas mudanças. O pastor Naum Ferreira, por sua vez, decidiu entregar seu cargo ao então vice-presidente pastor Getúlio. Concomitantemente, pastor Naum partiu para dirigir a igreja em Goiabeiras, a qual, a partir de então, se desligava da igreja em Serra, filiando-se a CADEESO (Convenção das Assembleias de Deus no Espírito Santo e outros) sediada em Aribiri.

O tempo passa, e, após um período de aproximadamente dez anos, o pastor Naum encerrou seu trabalho em Goiabeiras. Para substituí-lo veio, então, o pastor Raimundo Damasceno Nascimento, natural do estado do Pará, o qual foi convidado pelo pastor José Reis, então presidente da Convenção. Sua presidência durou aproximadamente sete anos, até ser chamado para pastorear a igreja em Linhares. Mais adiante assumiu, de forma interina, o pastor Roque Ferreira Filho, aqui pastoreando por apenas cinco meses.

Dando continuidade a obra, pastor José Reis convidou, do estado do Amazonas, o pastor Oséas Lopez da Silva. Aceitando o convite, pastor Oséas desembarcou no dia 25 de Dezembro de 1976 na Rodoviária de Vitória junto com sua esposa, a irmã Maria Odete da Rocha Silva e seu seis filhos: Sansão, Marta, Daniel, Finéias, Marcos e Eber. O pastor chegou a ficar um tempo em São Torquato, tendo também oportunidade de ir para Santa Leopoldina. Mas, como nos é notório, os planos do Senhor não podem ser frustrados. Eles sempre se concretizam. Por isso, pela vontade d’Ele, no dia 1º de Janeiro de 1977, pastor Oséas assumiu o pastorado desta igreja.

Já em fevereiro de 1978, um grupo de irmãos, com auxilio de marretas, derrubaram os muros do primeiro templo. Após esse ato foram sete anos de muita oração, esforço, dedicação; e, é claro, em meio aos muitos afazeres, a manifestação do poder de Deus era real. Para se ter uma idéia, pastor Oséias orou um ano para que Deus lhe mostrasse o modelo do púlpito (o qual, atualmente, necessitou de algumas reformas). Nesse ínterim, muitos objetivos foram alcançados. No dia 11 de Março de 1981, o pastor Iolete Pirassununga Ribeiro, então presidente da Convenção, concedeu a emancipação da Assembleia de Deus em Goiabeiras, a qual tornava-se autônoma. No ano seguinte, no dia 3 de Março, a igreja adquiriu personalidade jurídica, com o número 27398643001.

Os trabalhos continuavam! Destaque para o fato de nenhum material – todo de 1ª qualidade – ter sido empregado sem que fosse pago à vista. Deus verdadeiramente estava nesse propósito.  Logo, tais vitórias foram seladas com a inauguração do terceiro templo no dia 30 de Julho de 1983. Tal construção passou a ocupar 100% do terreno, constituindo uma arquitetura moderna, com galerias, e um espaço que permite um grande número de pessoas sentadas e bem acomodadas.

No ano seguinte, 1984, pastor Oséas e a irmã Mª Odete viajaram para Manaus. O pastor, nesse contexto, já mostrava sinais de que sua saúde estava debilitada. Dessa forma, durante esse período a Assembleia de Deus em Goiabeiras foi pastoreada pelo vice-presidente pastor Joziel Barbosa de Azevedo (atual presidente da Assembleia de Deus no Bairro da Penha), o qual assumiu em junho de 1984. Em sua administração a igreja adquiriu o terreno adjacente ao templo em dezembro do mesmo ano. Já em 1985 pastor Oséias reassumiu os trabalhos. Destaca-se, dentre os seus atos, a consagração  de seu filho Daniel da Rocha Silva, até então missionário, ao pastorado.

Os dias se passaram. Pastor Oséias era mais e mais afligido por sérios problemas de saúde. Nesse período, a família, bem como a igreja, sofreu bastante, vendo seu o sofrimento de seu amado pastor. As orações eram constantes... Mas, como sempre, a vontade do Senhor foi concretizada. Logo, em agosto de 1992,com 57 anos, pastor Oséias partiu para o paraíso reservado por Deus para seus verdadeiros filhos. Partia um grande homem de Deus!

Apesar da perda a obra jamais parou! Por fim, também no ano de 1992, pastor Daniel da Rocha Silva assumi a presidência da IEADG, tendo por vice o pastor João Francisco Dias. Ainda muito novo, mas com muita determinação e fé no Senhor, pastor Daniel assumiu a grande responsabilidade que lhe fora dada. Mais adiante, no dia 26 de julho de 1998 foi inaugurado o prédio anexo, onde foram realizados inúmeros serviços, não somente para os membros da igreja, mas para toda comunidade de Goiabeiras. Foram oferecidos, por exemplo, atendimentos odontológicos, pediátricos, sem nenhum tipo de colaboração governamental. Ademais, entre 2006 e 2007, a Prefeitura de Vitória fechou um convênio com a IEADG, utilizando o prédio anexo para a instalação provisória do posto de saúde. Atualmente, o prédio é utilizado para as aulas de ensino religioso, aulas de música, bem como os trabalhos do serviço social da igreja.

Verdadeiramente, a História destaca que a Igreja Assembleia de Deus em Goiabeiras, hoje conhecida como Assembleia de Deus Memorial, tem contribuído para promulgação das boas novas do evangelho de Cristo na Terra. Além disso, ela é prova de como Ele tem sustentado a sua obra, pois inúmeras barreiras se levantaram, mas todas foram vencidas na força do seu poder. E assim será até o arrebatamento.  A Igreja de Cristo continua marchando!

Louvado seja Deus!"

Texto: Tito Souza da Silva

"Abigail, a pacificadora – uma mensagem especial às mulheres

Pr. Oséas Lopes da Silva
Há um grupo de mulheres que desejo apresentar aqui. Sem dúvida tens ouvido falar de muitas delas, e pode até ser que conheça alguma. Porém, quero que chegues a conhecê-las a fundo, de tal forma que possas contá-las entre tuas amigas pessoais. Elas estão à disposição de quem quer que as procure, pois são mulheres da bíblia, e de todas aprendemos algo de importante. Suas vidas, sua fé, suas boas obras, suas experiências com Deus estão registradas nas escrituras para nosso benefício. Essas mulheres comovem-nos por sua piedade e sabedoria. Elas nos inspiram a sermos melhores cristãos.
Por outro lado, há um grupo de mulheres na bíblia que nos assustam por suas maldades e crueldade. Personificam o negativo e o pecado. Todavia, destas também tiramos lições, pois suas vidas nos ensinam bem os danos que podemos causar mulheres que não vivem sob temor de Deus.

Porém, dentre as mulheres virtuosas da bíblia, queremos nos ocupar com Abigail. A bíblia faz-lhe referencia em primeiro Samuel (cap. 25). Abgail era uma mulher de nobre descendência, definida na palavra de Deus como “de bom entendimento”. O texto bíblico acrescenta que ela era “de nobre aparência”. Sem dúvida, a beleza de Abigail era um reflexo de sua formosura interior. Era uma boa esposa, e o tipo da mulher que merecia ser feliz. Como a mulher virtuosa de provérbios 31, cuidava de sua família e de seus criados.Porém enquanto ela se tornou conhecida por sua bondade e gentileza, seu esposo era um homem grosseiro. As escrituras o escrevem como um “homem duro e de más obras”. Seu nome Nabal significava “insensato”. Nabal era um homem com quem a convivência se mostrava difícil sua dureza, sua mesquinhez e mau gênio eram suficientes para amargar a vida de qualquer mulher. Porém Abigail manteve seu espírito de doçura e mansidão, apesar da dureza tão adversa de seu esposo. Se o Santo Espírito de Deus estivesse sobre todas as irmãs, como muitos lares seriam diferentes! A palavra áspera seria contestada com uma frase doce. A “cara amarrada” ou gesto de impaciência seriam neutralizados com um sorriso puro, e as montanhas de incompreensão seriam demolidas.Era a época da tosquia de ovelhas na fazenda de Nabal. Dias de árduo trabalho para Abigail, pois tina de preparar comida para dezenas de trabalhadores e criados, e sem dúvida não havia tempo para descansar. Inesperadamente, em meio ao trabalho, apareceram diante de Nabal dez jovens que não pertenciam à fazenda. Vinham da parte de Davi que se encontrava no deserto, fugindo de Saul. Muitas vezes os homens de Davi haviam se encontrado com os homens de Nabal, no deserto. Davi e os seus os tratavam bem, e até protegiam os rebanhos que eles pastoreavam.

Porém, agora Davi encontrava-se faminto e necessitado, e mandara pedir a nabal que lhe enviasse um pouco do muito que ele tinha. Era uma petição justa. Nabal tinha mantimentos em abundância e em nenhum aspecto lhe seria pesado dar comida aos homens de Davi. Porém, sua resposta foi um duro “não”. Negou a comida aos jovens e ainda humilhou na presença dos trabalhadores que ali estavam. Tratou-os som expressões depreciativas, e sobre seu líder, disse: ”Quem é Davi, e quem é filho de Jessé? Muitos há hoje, e cada um foge a seu senhor”.

Quando os moços regressaram ao acampamento com as mãos vazias e os lábios cheios de palavras duras proferidas por Nabal, Davi se encheu de ira. Deu ordem para que todos cingissem suas espadas, e sem perda de tempo saíram para tomar vingança. Era seu pensamento “não deixar com vida nenhum varão”. Porém um dos servos de Nabal contou o ocorrido a Abigail, e ela reconheceram a necessidade de agir imediatamente, e sem fazer qualquer alarme. Abigail salvaria seu esposo e seu lar da destruição total. Porém. Ela sabia que se dissesse a Nabal o que pensava fazer, ele não lhe permitiria, e lhe faria perder um tempo precioso.

Apressadamente, mas de modo organizado, a esposa de Nabal preparou comida para 600 homens: 200 pães, dois odres de vinho, cinco ovelhas guisadas e outras coisas mais. Em seguida, pôs tudo sobre jumentos, montou um dos animas, chamou alguns criados para lhe fazer companhia e partiu. Sua missão era obter a paz. Bendito ministério, o de levar a paz! Quantas vezes se nos apresentamos oportunidades de interceder, de interferir, e as deixamos passar, para não nos envolvermos! Teria sido muito fácil Abigail cruzar os braços e dizer: “ o problema é de Nabal, ele o buscou; que resolva agora.” Nabal estava a ponto de colher o que havia semeado. Porém, a bondade e a misericórdia de Deus não se estendem somente aos bons. Os que não a merecem são os que mais necessitam.

O encontro de Abigail com Davi assemelhava-se à Lei e a Graça. Nabal merecia morrer, porém Abigail intercedeu por sua vida. Com humildade rogou a Davi que perdoasse seu marido. Reconheceu que seu esposo era um homem perverso, mas lembrou a Davi que ele era “ungido do Senhor”.A percepção espiritual daquela mulher foi admirável! Ela não viu em Davi um servo fugitivo, mas “um que peleja a batalha de Jeová”. Quanta diplomacia naquela bela judia! Humilhou-se, porém em nenhum momento perdeu a dignidade em um momento algum.
Ao ouvir as sábias palavras de Abigail, o coração de Davi se comoveu. Ela lhe recordara as promessas que Deus havia feito, e o levou a pensar nas conseqüências daquele derramamento de sangue. Comovido, Davi disse-lhe:”Bendito o Senhor Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro, e bendito o teu conselho!” (1 Sm 25.32,33). Cumprida sua missão, Abigail voltou ao seu lar. Não falou nenhuma palavra a mais. Pensou que jamais voltaria a ver Davi. Porém o salmista jamais esqueceria aquela mulher prudente, que o livrara de derramar o sangue n de um culpado e de centenas de inocentes.

Algum tempo depois, Davi soube da morte de Nabal, e propôs casamento a Abigail, por saber que uma mulher daquela índole lhe seria uma benção como esposa. Por sua vez, Abigail jamais pensou que sua nobre ação a levaria a uma posição de honra: ser esposa do varão “segundo o coração de Deus”, daquele cuja descendência “levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel” (At 13.22,23).

Porém, quantos altares quebrados e lares destruídos pelo espírito que opera neste mundo, do qual a bíblia diz: “ele jaz no maligno”! Tal tendência está disfarçada com um pseudônimo aparentemente atraente chamado “feminismo”. A mulher pacificadora não se deixa levar pelo espírito que rege este mundo. A bíblia diz: “Cada um fique na vocação em que foi chamado” (1 Co 7.20).

Prezada irmã: Deus te chamou para estar ”como videira frutífera em teu lar” (Sl 128.3). Tu tens a mente de Cristo, e em ti habita o Espírito Santo. Descubra o gozo inefável de estar sendo orientada somente pela palavra de Deus e por seu Santo Espírito que inspirou o apóstolo Paulo a deixar-nos o segredo da vitória em sua carta aos Efésios (5.20-24). Abigail por certo descobriu este segredo mesmo antes dele estar escrito, e o mesmo Espírito que estava com ela deseja usar-te para que sejas uma mulher pacificadora (Mt 5.9). Amém!"

Texto publicado na revista Circulo de Oração. CPAD, Rio de Janeiro, jan-mar, 1987

 






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